Por: Michele Faifer
O Núcleo de Políticas Indígenas (NPI) do Centro Universitário do Vale do Araguaia marcou presença na 1ª Mostra de Cinema & Cultura Indígena do Araguaia – Olhares Xavante, realizada no dia 23/04, no Centro Cultural Valdon Varjão, em Barra do Garças.
A participação teve como objetivo promover a integração entre a comunidade acadêmica e as realidades dos povos indígenas, por meio do contato direto com produções culturais e narrativas construídas pelos próprios indígenas. A iniciativa oportunizou aos acadêmicos uma vivência enriquecedora, contribuindo para a ampliação do conhecimento, o estímulo ao pensamento crítico e a formação de profissionais mais conscientes e sensíveis à diversidade cultural.
De acordo com a organização, a mostra propõe colocar os povos indígenas no centro de suas próprias histórias, não apenas como tema, mas como protagonistas por trás e diante das câmeras. “A proposta é fortalecer a cultura e valorizar os saberes ancestrais, trazendo ao público produções que convidam à reflexão sobre a identidade Xavante na contemporaneidade”, destacou a equipe organizadora.
Entre os destaques da programação esteve o trabalho da jovem cineasta indígena Emília Top’Tiro, representante da nova geração de diretores. Ela assina duas produções exibidas no evento: “Tsõ Reptuna Ró Hã”, que mistura animação com histórias tradicionais ao retratar personagens diante de transformações em seu mundo, e o documentário “Originárias”, que reúne relatos de mulheres indígenas sobre desafios, resistência e orgulho cultural.
Outro momento marcante foi a exibição do documentário “Araguaia Território Indígena – A Trajetória de Mário Juruna”, que resgata a história do primeiro deputado federal indígena do Brasil, evidenciando sua atuação na defesa dos direitos dos povos originários e na luta pela demarcação de terras.
Trazendo reflexões para o contexto atual, o público também acompanhou o documentário “Araguaia Território Indígena – Presenças Invisíveis”, produzido por acadêmicos da Escola Estadual Irmã Diva Pimentel. A obra dá voz à juventude indígena em contexto urbano, abordando os desafios de manter suas raízes diante do apagamento cultural nas cidades.
Para o NPI do UNIVAR, a participação em eventos como este reforça o compromisso institucional com a valorização da diversidade e o enfrentamento do preconceito e da invisibilidade histórica dos povos originários. “A aproximação dos acadêmicos com essas narrativas contribui significativamente para uma formação mais humana, crítica e comprometida com a realidade social”, destacou o núcleo.
A 1ª Mostra de Cinema & Cultura Indígena do Araguaia foi realizada pela Curicaca Criativa Produção Cultural, com apoio do MuHNA, da Secretaria de Cultura de Barra do Garças (Lei Aldir Blanc), do Governo de Mato Grosso (SECEL/MT), do Ministério da Cultura e do Governo Federal, por meio do edital de fomento audiovisual da Lei Paulo Gustavo.













